Coletânea de artigos selecionados, para seus momentos de reflexão.
E a Amizade continua!!!

Blog da Machape


Sexta-feira, Fevereiro 27, 2009



GARIMPANDO BELEZA


2009 é o ano da reforma ortográfica.
Em casos como AUTOESTIMA o hífen cai.
A sua é que não pode cair. Em algumas palavras, o
acento desaparece, como em FEIURA. Aliás, poderia desaparecer
a palavra toda.O acento também cai em IDEIA, só que dela
a gente precisa.E muito.O trema sumiu em todas as palavras,
como em INCONSEQUENCIA que também poderia sumir do mapa.
Assim, a gente ia viver com mais TRAQUILIDADE.

Mas nem tudo vai mudar.

ABRAÇO continua igual. E quanto mais apertado, melhor.
AMIZADE ainda é com “Z”, como vizinho, futebolzinho, barzinho.
Expressões como “Eu Te Amo”. continuam precisando de ponto. Se for
de exclamação é PAIXÃO, que continua com “X” como ABACAXI,
que gostando ou não, a gente vai ter alguns para descascar.
SOLITÁRIO ainda tem acento, como SOLIDÁRIO, que só muda uma
letra, mas faz uma enorme diferença. CONSCIÊNCIA ainda é com SC
como SANTA CATARINA, que precisa tocar a vida pra frente.
E por falar VIDA, bom, essa muda o tempo
todo, e é por isso que emociona tanto.

Se Avexe Não

Se avexe não

Amanhã pode acontecer tudo
Inclusive nada
Se avexe não
A lagarta rasteja até o dia
Em que cria asas
Se avexe não
Que a burrinha da felicidade
Nunca se atrasa
Se avexe não
Amanhã ela para na porta
Da sua casa

Se avexe não
Toda caminhada começa
No primeiro passo
A natureza não tem pressa
Segue seu compasso
Inexoravelmente chega lá
Se avexe não
Observe quem vai subindo a ladeira
Seja princesa ou seja lavandeira
Pra ir mais alto vai ter que suar...




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Quinta-feira, Fevereiro 12, 2009



Hoje, às 17h30min, no Seminário da Prainha assisti à missa de 30 dias da partida do mano Dairon para casa do PAI. Rezei na intenção dele e de todos familiares e amigos que partiram antes de mim. Descansem em paz, meus queridos.



“O Seminário da Prainha, como é mais conhecido, foi tombado pelo governo estadual, passando a ser considerado oficialmente patrimônio histórico e cultural do Ceará.


Sempre pertenceu à Arquidiocese de Fortaleza (Diocese até 1915). O endereço: Avenida Monsenhor Tabosa, 60, próximo ao Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, no Centro de Fortaleza.”




Invisíveis, Mas Não Ausentes


Quando morreu, no século XIX, Victor Hugo arrastou nada menos que dois milhões de acompanhantes em seu cortejo fúnebre, em plena Paris.

Lutador das causas sociais, defensor dos oprimidos, divulgador do ensino e da educação, o genial literato deixou textos inéditos que, por sua vontade, somente foram publicados após a sua morte.

Um deles fala exatamente do homem e da imortalidade e se traduz mais ou menos nas seguintes palavras:

"A morte não é o fim de tudo. Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra. Na morte o homem acaba, e a alma começa.

"Que digam esses que atravessam a hora fúnebre, a última alegria, a primeira do luto. Digam se não é verdade que ainda há ali alguém, e que não acabou tudo?

"Eu sou uma alma. Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser. O que constitui o meu eu, irá além.

"O homem é um prisioneiro. O prisioneiro escala penosamente os muros da sua masmorra, coloca o pé em todas as saliências e sobe até ao respiradouro.

"Aí, olha, distingue ao longe a campina, aspira o ar livre, vê a luz.

"Assim é o homem. O prisioneiro não duvida que encontrará a claridade do dia, a liberdade. Como pode o homem duvidar se vai encontrar a eternidade à sua saída?

"Por que não possuirá ele um corpo sutil, etéreo, de que o nosso corpo humano não pode ser senão um esboço grosseiro?

"A alma tem sede do absoluto e o absoluto não é deste mundo. É por demais pesado para esta terra.

"O mundo luminoso é o mundo invisível. O mundo do luminoso é o que não vemos. Os nossos olhos carnais só vêem a noite.

"A morte é uma mudança de vestimenta. A alma, que estava vestida de sombra, vai ser vestida de luz.

"Na morte o homem fica sendo imortal. A vida é o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a terra, pelo peso que faz nela.

"A morte é uma continuação. Para além das sombras, estendes-se o brilho da eternidade.

"As almas passam de uma esfera para outra, tornam-se cada vez mais luz, aproximam-se cada vez mais e mais de Deus.

"O ponto de reunião é no infinito.

"Aquele que dorme e desperta, desperta e vê que é homem.

"Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é Espírito."

....................

Muitos consideram que o falecimento de uma pessoa amada é verdadeira desgraça, quando, em verdade, morrer não é finar-se nem consumir-se, mas libertar-se.

Assim, diante dos que partiram na direção da morte, assuma o compromisso de preparar-se para o reencontro com eles na vida espiritual.

Prossegue em sua jornada na terra sem adiar as realizações superiores que lhe competem, pois elas serão valiosas, quando você fizer a grande viagem, rumo à madrugada clarificadora da eternidade.


Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir da obra Victor Hugo e Seus Fantasmas, de Eduardo Carvalho Monteiro, em seu cap. "Palavras do Autor" e cap. "A França Chora Seu Maior Poeta".



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Terça-feira, Fevereiro 03, 2009

MARINHA DO BRASIL

O Capitão-de-Mar-e-Guerra Jorge Antonio Fernandes da Rocha Pitta, foi ajudante da CPCE e Capitão dos Portos interino.


Porto Gente
3/2/2009


Cisne Branco

"É impossível separar a Marinha da nossa vida."


Recentemente, em entrevista ao PortoGente, o capitão-de-mar-e-guerra Jorge Antonio Fernandes da Rocha Pitta revelou o seu amor à Marinha do Brasil. Até certo ponto abriu mão do convívio diário e regular da família para se dedicar à Armada de farda branca. Outro homem do mar, também capitão-de-mar-e-guerra e amigo pessoal de Rocha Pitta há 33 anos pelo menos, Flávio Soares Ferreira, reafirmou que a Marinha do Brasil é um caso de amor para ele. E desde 1976. “É impossível separar a Marinha da nossa vida. A Marinha, tal qual a minha família, teve muita influência na minha formação profissional, de caráter e de personalidade”.


Hoje comandante do Navio Veleiro Cisne Branco, Flávio Soares Ferreira não gosta de falar em se aposentar, apesar dos 33 anos já servidos na Marinha. Ele prefere mostrar um futuro ativo e na ativa e já conta à reportagem do PortoGente que se prepara para ficar seis meses nos mares da vida. Numa “comissão”, como é chamado esse tipo de viagem na Marinha do Brasil, que começa em abril próximo e termina no dia 28 de outubro e vai velejar mares brasileiros e estrangeiros.


Estar no comando do Cisne Branco desde o dia 20 de fevereiro de 2008 é motivo de orgulho para ele. “É uma grande experiência para nós, oficiais da Marinha, poder comandar o Cisne Branco. Nós tivemos instruções básicas de navegação e de máquinas, de operações navais, de armamento e de uma série de outras cadeiras na Escola Naval. Na época, a Marinha não tinha o Cisne Branco. Nós passamos a operar com os navios da esquadra, que nos deram sempre muita satisfação, pela modernidade, pelo capricho com que são mantidos pela Marinha do Brasil. Mas poder voltar a um navio, cuja tradição marinheira era a mesma desenvolvida no século XIX, é um resgate muito bonito e satisfatório”.


O Cisne Branco brasileiro, que tem 76 metros de comprimento, com 15 velas redondas, dez velas latinas e seis auxiliares, é a réplica de um Clipper, navio do século XIX. Ele foi construído, em 1998, na Holanda, e adquirido pela Marinha do Brasil no ano de 2000. Ele é um navio de representação do País. “Além de levarmos as tradições brasileiras da nossa Marinha à vela, eu levo, também, um pouco da cultura brasileira para os países que visitamos”.


Quando o veleiro navega por águas brasileiras o comandante conta com uma tripulação de 20 a 24 aspirantes, “eles são do segundo ano da Escola Naval. Eles aproveitam para fazer um estágio a bordo, onde aprofundam os conhecimentos que têm em sala de aula”. Além dos aspirantes, fazem parte ainda da tripulação dez oficiais e 42 praças.


Já nas viagens para portos internacionais, o Cisne Branco tem acrescidos a essa tripulação sargentos músicos “para poder levar um pouco da nossa música lá para fora. E eles (os sargentos músicos) atraem, com muita facilidade, as pessoas durante as visitações públicas nesses portos”.


O navio veleiro, nessas viagens externas, também pode ser usado por embaixadores e adidos navais brasileiros para recepções a bordo.


O Cisne Branco já teve um “primo” em 1892. O comandante Ferreira conta que, naquele ano, a Marinha brasileira encomendou a França o navio veleiro Benjamin Constant, “era um navio tão bonito quanto o nosso. Tinha também o costado pintado de branco”. As pessoas que o viam navegando ficavam encantadas com a sua beleza e o apelidaram de “garça branca”.


Um dos oficiais que serviu no NV Benjamin Constant, por volta de 1911, saudoso por ter deixado o navio e ter ido servir na Escola Naval fez um poema. Esse poema, junto com uma canção feita por um sargento, virou a “Canção do Marinheiro”. Nela, se mencionava “cisne branco”, que acabou virando um ícone para a Marinha brasileira. “Hoje em dia é o nome do hino oficial da Marinha e acabou sendo escolhido para ser o nome do nosso navio adquirido em 2000”, explica o comandante Ferreira, acrescentando que é o terceiro navio brasileiro que é batizado de Cisne Branco.


Para um homem de Marinha, o mar não é nunca um obstáculo, é sempre um caminho. “É por intermédio dele (o mar) que a gente faz a nossa carreira e se realiza profissionalmente. O mar é tudo para a gente”, declara-se o comandante do NV Cisne Branco. E completa: “na Marinha alcançamos uma formação forte, firme, de forma a andarmos sempre na legalidade, mas também de seguirmos todas as nossas normas, ordens e tradições”.


Na formação de caráter, a lealdade e a disciplina não podem faltar para um marinheiro. A lealdade é ser “totalmente fiel ao nosso chefe, seja ele quem for naquele momento”. Já a disciplina, como observa comandante Ferreira, é um dos pilares na formação militar. “A disciplina é o respeito à ordem e o respeito a tudo aquilo que nos orienta”.


Apesar de todo o amor pela Marinha do Brasil, comandante Ferreira não descuida dos seus outros amores que ficam em terra, esposa e filha adolescente. E se refere à esposa como “a minha namorada”, que entendeu desde o início a sua dedicação à Marinha e que não mudaria de vida em hipótese alguma. Ela aceitou o desafio e “somos muito felizes até hoje”.


O mar, que é cantado em verso e prosa por tanta gente mundo afora, também inspira poeticamente o nosso comandante, que é apaixonado por música e mostra um caderno grande, de capa dura e preta, onde estão relacionadas muitas, muitas músicas. Ele faz questão de destacar duas delas, “Dos Navegantes” e “A mulher de cada porto”, e colocar para a nossa reportagem escutar a última música, uma composição de Edu Lobo e Chico Buarque. E pedi atenção à letra da canção:


ELE
Quem me dera ficar meu amor, de uma vez Mas escuta o que dizem as ondas do mar Se eu me deixo amarrar por um mês Na amada de um porto Noutro porto outra amada é capaz


De outro amor amarrar, ah Minha vida, querida, não é nenhum mar de rosas

Chora não, vou voltar


ELA
Quem me dera amarrar meu amor quase um mês Mas escuta o que dizem as pedras do cais


Se eu deixasse juntar de uma vez meus amores num porto Transbordava a baía com todas as forças navais Minha vida, querido, não é nenhum mar de rosas



Volta não, segue em paz


OS DOIS
Minha vida querido (querida) não é nenhum mar de rosas


ELE
Chora não


ELA
Segue em paz


Fonte: GCM
Sinopse - 3/2/2009




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